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Razões da Paixão

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Ele tinha os olhos de sono, não de quem passou a noite na farra, mas de quem passou a noite em claro sem motivo aparente Ela tinha o sorriso doce, que escondia seus temores mas que despiam de vagar uma alma que sente Ele a olhava com ternura, e com um sorriso que escondia a malícia dos pensamentos que tinha Ela revidava com um sorriso tímido que se misturava com o olhar misterioso e malicioso como de uma cigana. Entendia-se o que Machado de Assis quis dizer com "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" Ele nunca revelou para ela o que sentia Ela idem Anos longos na universidade Os olhares se cruzaram algumas vezes Quem prestasse um pouco mais de atenção percebia o fogo que havia Sentia a tensão que subia Se fizesse silêncio talvez fosse possível ouvir os batimentos que aceleravam no peito Peitos Os dela eram com certeza os mais belos que ele já havia visto A vontade era de mergulhar como em alto mar naqueles seios Ela tinha uma intensidade...

Cegueira Perenal

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A cegueira mata A cegueira fere A cegueira lava as mãos e vai embora A cegueira não se importa O outro não interessa Para a cegueira somente ela está certa A cegueira ergue ilusões Vê num deus de barro a salvação A cegueira impõe regras Regras sobre moral Sobre a sua moral Sobre a sua certeza Sobre a sua crença Mata o diferente E mata quem a descumpre A cegueira é excludente A cegueira acredita que só ela está certa A certeza é só a certeza dela E a verdade é só a que pertence a ela A cegueira mata A cegueira exclui A cegueira não perdoa A cegueira entrega para a morte A cegueira lava as mãos, e vai embora Cegueira Perenal - Jéssica Siqueira Luiz (Olhos abertos em: 02/10/2018 hora da cura: 2:30 da manhã)

Dilacerado

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Dilacerado Solidão que mal tu fazes Machuca a alma Dilacera o peito Nos faz chorar E gritar desse jeito Amargura da vida Desamor sem efeito Minha vida se perde Na loucura do firmamento Meu coração grita pedindo socorro Mas ninguém ouve Ninguém ouve E eu choro em silêncio No silêncio do meu quarto Nessa noite fria De ruas vazias E sopros perdidos no espaço De : Jéssica Siqueira

Ao Anoitecer

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Ao Anoitecer Parece Loucura, parece surreal  mas o que sinto, o que gosto tem um sabor sobrenatural O seu lábio chegando perto  os seus dentes cravando em meu pescoço  Pode parecer doidera  mas tudo isso me tira do chão  me enlouquece a cabeça Sinto sua pele gelada  me sobe um arrepio enlouquecedor  quero só uma chance de me transformar pra você  e te levar onde ninguém mais pode ver Equando aparecer a lua seremos como lobos  a uivar na noite escura  Fazendo o que todos escondem  mas que satisfaz o ser, e que ninguém segura É forte  é delicioso e soberano  fortaleza do prazer  Fraqueza de humano. Climax da paixão  Loucura do corpo  Manifestação de desejo  Expressão do Tesão E quando amanhecer seremos um  nossos corpos entrelaçados  Só você e eu  e o nosso segredo mais profundo! De: Jessica Siqueira