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Pessoa com Deficiência Intelectual e os Desafios em meio ao isolamento social

Estamos vivendo momentos tensos de distanciamento e isolamento.  Varias questões sociais tornaram-se publicas e com maior visibilidade: desemprego, desigualdade social, pobreza extrema, pessoas com subempregos, violência doméstica, entre outras questões que nós já sabiamos que existiam mas que de certa maneira ficavam encobertas e/ou com a correria do dia a dia não davamos visibilidade.  Quem me conhece sabe que há uns 8 anos pesquiso e estudo as questões da acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiencia, e já tem 7 anos que um dos meus focos de pesquisa são as pessoas com deficiencia intelectual (sindrome de Down, autismo entre outros).  Coordeno a parte operacional de um Projeto de Pesquisa e Extensão que visa a inclusão de pessoas com deficiencia intelectual por meio de atividades de lazer e de Turismo, é o Projeto Turismo, Hospitalidade e Inclusão, que hoje é uma linha dentro de um grupo de pesquisa do CNPQ que estuda a Hospitalidade.  ...

Prosa e poesia, ligeiro e Intenso

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Uma vez me apaixonei Era como poesia Como um escrito infinito de sensações  Ele sentia, eu sentia Uma vez me apaixonei Olhos, sorriso,  pescoço e lábios Eram um conjunto perfeito de características  Uma obra de arte Uma vez me apaixonei  Cabeça no ombro Canto suave Choque eletrizante da Química que rolava Um olhar, um respiro, um beijo Uma vez me apaixonei  Foi único, foi intenso Tão intenso que jamais esquecerei E eu segui E você se foi Nós seguimos Então chegou ao fim Uma vez me apaixonei  E hoje escrevo proezas e versos Minhas poesias viram livros Só para dizer que eu não me esqueci Que uma vez eu me apaixonei Prosa e poesia, Ligeiro e Intenso - Jessica Siqueira (05/02/2020)

Lembranças do nosso amor

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Foto: Jeji Siqueira As flores amarelas, aquelas do nosso beijo mais intenso do primeiro dia do resto de nossas vidas.  Aquelas que nasceram no meio das pedras às margens da Baía de Guanabara, na lateral do BayMarket, elas continuam lá. Devem observar outros casais apaixonados, como fizeram conosco.  Será que ainda estarão lá quando nossos filhos nascerem?  Espero que sim, pois assim poderemos contar com testemunhas que presenciaram o primeiro eu te amo que eu te disse, e aquele beijo intenso que ainda nos ocorre. Que as flores durem Mas é certo que nós duraremos mais.  De: Jessica Siqueira  (23/08/2019) *Ao meu marido, amigo, companheiro e amor da minha vida, Filipe Ribeiro Inácio 

Desconhecida - A resposta

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Foto: Jeji Siqueira Eu sentada em frente ao Bay Market observo as pessoas, observo a paisagem.  Tudo mudou, mas nada mudou.  As flores continuam lá, os barcos continuam lá, as pedras às margens da Baía também continuam lá. Mas tudo mudou, eu não sou mais a garota de cabelos vermelho que observava o mar enquanto você me observava.  E você, provavelmente, não é mais o mesmo também.  Me levanto, vou até as pedras.  Sim, eu vou procurar a nossa, aquela que foi marcada.  Não encontro.  Nossas marcas o tempo e a maré apagou com certeza. Respiro fundo, dou um sorriso. Marcas externas o tempo apaga, as internas não.  Mas a vida segue.  Espero que esteja feliz.  De: Jessica Siqueira  (23/08/2019) Conto resposta ao conto escrito aqui:http://cartasdajeji.blogspot.com/2017/05/desconhecida.html 

Subversivo

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Subversivo Submundo Sub empregos Humanos marginalizados jogados nos subterrâneos de um país subdesenvolvido E você olha e aceita Porque acredita ter a receita E lambe botas Lambe gestos americanizados Aplaude e organiza atos Você não aceita que está errado E não percebe que nesse país subjugado você também é o humano desvalorizado E estamos todos anestesiados Não há luta, não há guerra Disseram-nos: calem-se E nos calaram Silêncio! No submundo, no sub universo. Nos subterrâneos do pequeno país subdesenvolvido, com humanos desvalorizados e subempregos dados. Mas no silêncio também se faz a Resistência. Dos subúrbios e subvalorizados, que estão cansados de serem subjugados. E cansados de sua sub humanidade A sub humanidade que leva mais ainda para a lama os que alimentam e constroem esse país. Somos a Resistência! E a pedra que incomoda as botas americanizadas daquele que você idólatra. E escrevo esses subversos na esperança de abrir os olh...

Além do Horizonte. Siga; Viva

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Quero olhar o  Horizonte E poder voltar a enxergar o futuro com todas suas nuances E Aventuras E balances Quero vida  Quero Renascimento Quero olhar o horizonte  E imaginar o firmamento Quero a vida que segue Que se abre Que cai e se levanta E Renasce Quero que siga e também quero vida Quero continuação  Quero ponto e virgula É por isso que repito para mim Siga; Viva De: Jessica Siqueira Luiz (04/08/2019)

Sou palavras, ponto final ; Sou vida, seguida

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Eu sou o papel  Eu sou caneta Eu sou a tinta que toca as linhas Sou o cheiro do papel O cheiro da tinta  Sou cada curva desalinhada que percorre os caminhos que fazem nascer as palavras Sou a cor que colore  papéis e corações  Sou as letras que se juntam  Sou as frases que fazem sentido  Sou cada palavra desenvolvida  E pensada e sonhada cabida, ou descabida Sou a frase que te doeu Sou o Texto feliz ou dramático que você leu Sou o ponto, sou a vírgula Sou a expressão de todo sentimento  externalizadas nas frases que te tocam Sou reticências  Sou exclamação  Sou amor, sou ódio Esconderijo ou revelação  Sou o que escrevo E o que escrevo sou eu Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei estar sozinha Porque o papel, a caneta e toda minha expressão sentimental,  cabida ou descabida, estarão comigo. Porque sou ponto Sou virgula  E também sou ; 

Precisamos conversar sobre a Depressão

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Fonte: fotos pessoais A postagem hoje será  pesada, mas as vezes é preciso ser duro para as pessoas entenderem Assunto: Depressão  Abri o jogo ha um tempo aqui e no meu insta, porque senti a necessidade de expor minha situação. Principalmente aos meus leitores que estavam acostumados a verem mais postagens do universo nerd, do que postagens com textos meus, e de repente de uma hora para outra se depararam com um blog cheio de textos intensos e por muitas vezes pesados.  Minha paixão é a escrita, sempre foi, tanto que aprendi (segundo minha mãe) a ler sozinha, antes mesmo de ser matriculada na escolinha.  A verdade é que resolvi por para fora meus sentimentos guardados Fui ao longo dos anos guardando tantos sentimentos, tantas coisas não ditas, e tantos choros engolidos que entrei num estágio de apatia total. No momento em que parei de fazer coisas que amo (como escrever no blog e fazer vídeos para o youtube) e sentir prazer nas pequenas coisas que me davam prazer, co...

Desabafo

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“Eu tenho medo de viver e eu tenho medo de morrer. Que maneira de existir!”  (Katie Joy Crawford - fotógrafa) Hoje vim aqui para desabafar. Ninguém entende a depressão  As pessoas acreditam que depressão e tristeza profunda são a mesma coisa Não! Definitivamente não é isso Pode ser sim que comece com, ou que uma pessoa deprimida, as vezes (e dependendo do grau da depressão) sinta tristeza.  Mas é mais que isso, entende? Vou falar de mim Apatia, dormência interior são as palavras corretas. Não sinto nada, não há prazer, não há alegria, não há felicidade, não há tristeza No meu caso me sinto culpada a todo momento, principalmente por não sentir.  O nada dói muito. Me sinto sozinha a todo momento, mesmo estando no meio de uma multidão.  Talvez pelo medo de ser julgada, ou de "conselhos" vindos com boa intenção  ( sei que são com Boa intenção, mas alguns machucam).  Depressão não é falta de fé; Depressão não é falta d...

Feridas (e confissões)

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Sinto minha alma sair do corpo Sinto como se assistisse minha vida do Alto Sou espectadora Não vejo futuros, ou porquês, ou certezas, ou dúvidas Não vejo motivos para tudo isso Não há razão, não há sentido Todos morrem um dia, não é verdade? Entao para que tudo isso? Para que carreira, e pressões sociais? Para que buscar a felicidade? Ou nossas ambições?   Vejo machucados e cicatrizes em meu corpo Cicatrizes e machucados que eu mesma fiz,  na esperança de conseguir focar no agora.  O passado e o futuro me corroem E as vezes me sinto tão distante de mim  e tão perto das dores que ambos me causam que preciso me ferir para lembrar que só tenho o hoje, o agora. sempre fiz isso Sempre foi assim, desde criança  Mas ultimamente tem acontecido com mais frequência  O vazio e o nada são enormes A apatia e dormência interior também  Me sinto culpada pela falta de sentimentos  Choro, choro compulsivamente  Me tornei um zumbi Ando nas ruas e vejo as pesso...