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Lembranças do nosso amor

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As flores amarelas, aquelas do nosso beijo mais intenso do primeiro dia do resto de nossas vidas. 
Aquelas que nasceram no meio das pedras às margens da Baía de Guanabara, na lateral do BayMarket, elas continuam lá.
Devem observar outros casais apaixonados, como fizeram conosco. 
Será que ainda estarão lá quando nossos filhos nascerem?  Espero que sim, pois assim poderemos contar com testemunhas que presenciaram o primeiro eu te amo que eu te disse, e aquele beijo intenso que ainda nos ocorre.
Que as flores durem Mas é certo que nós duraremos mais. 

De: Jessica Siqueira  (23/08/2019)
*Ao meu marido, amigo, companheiro e amor da minha vida, Filipe Ribeiro Inácio

Desconhecida - A resposta

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Eu sentada em frente ao Bay Market observo as pessoas, observo a paisagem.  Tudo mudou, mas nada mudou.  As flores continuam lá, os barcos continuam lá, as pedras às margens da Baía também continuam lá. Mas tudo mudou, eu não sou mais a garota de cabelos vermelho que você observava enquanto você me observava.  E você, provavelmente, não é mais o mesmo também.  Me levanto, vou até as pedras.  Sim, eu vou procurar a nossa, aquela que foi marcada.  Não encontro.  Nossas marcas o tempo e a maré apagou com certeza. Respiro fundo, dou um sorriso. Marcas externas o tempo apaga, as internas não.  Mas a vida segue.  Espero que esteja feliz. 


De: Jessica Siqueira  (23/08/2019) Conto resposta ao conto escrito aqui:http://cartasdajeji.blogspot.com/2017/05/desconhecida.html

Subversivo

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Subversivo
Submundo
Sub empregos
Humanos marginalizados
jogados nos subterrâneos
de um país subdesenvolvido

E você olha e aceita
Porque acredita ter a receita
E lambe botas
Lambe gestos americanizados
Aplaude e organiza atos

Você não aceita que está errado
E não percebe que nesse país subjugado
você também é o humano desvalorizado
E estamos todos anestesiados

Não há luta, não há guerra
Disseram-nos: calem-se
E nos calaram

Silêncio!
No submundo,
no sub universo.
Nos subterrâneos
do pequeno país subdesenvolvido,
com humanos desvalorizados
e subempregos dados.

Mas no silêncio também se faz a Resistência.
Dos subúrbios e subvalorizados,
que estão cansados de serem subjugados.
E cansados de sua sub humanidade
A sub humanidade que leva mais ainda para a lama
os que alimentam e constroem esse país.

Somos a Resistência!
E a pedra que incomoda as botas americanizadas
daquele que você idólatra.

E escrevo esses subversos
na esperança de abrir os olhos desses sub humanos.
E de mostrar a você
que…

Além do Horizonte. Siga; Viva

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Quero olhar o  Horizonte E poder voltar a enxergar o futuro com todas suas nuances E Aventuras E balances
Quero vida  Quero Renascimento Quero olhar o horizonte  E imaginar o firmamento
Quero a vida que segue Que se abre Que cai e se levanta E Renasce
Quero que siga e também quero vida Quero continuação  Quero ponto e virgula
É por isso que repito para mim Siga; Viva

De: Jessica Siqueira Luiz (04/08/2019)

Sou palavras, ponto final ; Sou vida, seguida

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Eu sou o papel  Eu sou caneta Eu sou a tinta que toca as linhas Sou o cheiro do papel O cheiro da tinta 
Sou cada curva desalinhada que percorre os caminhos que fazem nascer as palavras
Sou a cor que colore  papéis e corações  Sou as letras que se juntam  Sou as frases que fazem sentido 
Sou cada palavra desenvolvida  E pensada e sonhada cabida, ou descabida
Sou a frase que te doeu Sou o Texto feliz ou dramático que você leu
Sou o ponto, sou a vírgula Sou a expressão de todo sentimento  externalizadas nas frases que te tocam
Sou reticências  Sou exclamação  Sou amor, sou ódio Esconderijo ou revelação 
Sou o que escrevo E o que escrevo sou eu
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei estar sozinha Porque o papel, a caneta e toda minha expressão sentimental,  cabida ou descabida, estarão comigo.
Porque sou ponto Sou virgula  E também sou